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12 DE FEVEREIRO DE 1942 206-(47)

Nas previsões da Direcção Geral as despesas foram computadas assim:

Contos
Pessoal. ............... 2:541
Pagamento de serviços e
outros encargos...... 45
Anos económicos findos . 4

2:590

A comparação entre as despesas orçamentadas e as pagas dá o seguinte resultado, em contos:

[Ver tabela na imagem]

O saldo do ano de 1940 transitou para os cofres do Estado.
Talvez houvesse vantagem em aplicar regime de autonomia financeira à administração do Fundo especial de caminhos de ferro, visto estarem a seu cargo obras importantes que podem prolongar-se por anos seguidos.
Dada a situação em que se encontram algumas das linhas férreas portuguesas e a sua importância na economia nacional, há-de ser necessário em futuro próximo executar trabalhos de certa envergadura.

61. As duas verbas mais importantes da conta de gerência do Fundo especial de caminhos de ferro são as que dizem respeito a material e a pagamento de serviços e outros encargos. A primeira inclue todas as obras novas e de conservação executadas durante o ano; e a segunda compreende as garantias de juros, os juros de empréstimos e outros encargos. Vejamos a sua decomposição, em contos:

Despesas de material

[Ver tabela na imagem]

Um rápido olhar sôbre os números indica logo ter deminuído a actividade nas três primeiras rubricas - construção de novas linhas e oficinas e obras complementares. As disponibilidades que existiam foram gastas na estrada marginal, na parte que diz respeito à ripagem da linha do Cais do Sodré a Cascais.
As obras novas efectuadas durante este ano são de pequena importância. As de maior valor executaram-se no Porto - linha de cintura -, onde se despenderam 587 contos; na linha de Portalegre, 736 contos, e na linha do Vale do Tâmega, 373 contos.
Em obras complementares há a citar os trabalhos feitos na linha do Minho, que importaram em 646 contos, os da linha do Sul, que consumiram 1:311 contos, e os da linha de Évora, com 505 contos. O resto soo pequenas verbas, que variam entre 1 e pouco mais de 100 contos nas diversas linhas, e ramais.
A ripagem da linha do Cais do Sodré a Cascais absorveu quási metade da verba destinada a obras complementares - 2:380 contos num total de 5:251 - e veio impedir que se executassem melhoramentos que algumas linhas férreas requerem com urgência. Já o ano passado foi expressa a opinião de que o Fundo especial de caminhos de ferro não deve arcar com as despesas feitas por virtude da construção da estrada marginal. Essa despesa deve fazer parte do orçamento da estrada, que é paga por força dos saldos de anos económicos findos. O que se gastou nela não pôde ser despendido em obras urgentes nos Caminhos de Ferro do Estado.

62. Aos encargos administrativos do Fundo especial correspondem encargos de empréstimos e garantias de juros. Nos últimos dois anos cifraram-se nas seguintes importâncias, em contos:

[Ver tabela na imagem]

63. Verificaram-se, cada uma de per si, as despesas custeadas pelo Fundo especial de caminhos de ferro. Podem agora pôr-se em confronto no conjunto:

[Ver tabela na imagem]