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25 DE OUTUBRO DE 1984 167

O Orador: - Só que nós não somos daqueles que tem a concepção que o apoio é feito através da concordância e da bajulice sistemática, mesmo em relação aos partidos que estão na oposição.

Vozes do PSD: - Muito bem!

O Orador: - Volto a devolver a pergunta às organizações da juventude que estão na oposição: porque é que sistematicamente concordam com as posições do seu partido em relação às questões que se põem na via nacional?

Aplausos do PSD.

Volto a dizer que, em termos de prática política, de discurso e de reconhecimento, neste momento - não digo que no futuro não venha a acontecer e espero que sim - não recebemos lições de nenhuma organização política de juventude em Portugal.
Em relação à questão levantada pelo Sr. Deputado Octávio Cunha, eu não escamoteei as questões: considero que o PSD deveria ter ido mais longe nos diversos aspectos que aqui considerei e, por isso, em termos da Juventude Social-Democrata nós reivindicamos sistematicamente a necessidade de apressar essa tomada de decisões. Por isso, nos nossos congressos deixámos - ao contrário de outras organizações - de debater apenas os problemas que alguns queriam que eu aqui focasse em 10 minutos, como seja o problema de explicar o como do serviço militar obrigatório, o problema da habitação e do desemprego. Isso sim seriam chavões. Ainda há pessoas em Portugal que têm a concepção que o problema da juventude portuguesa é algo de desgarrado dos grandes problemas nacionais. E não o são: ninguém soluciona os problemas da juventude portuguesa se não solucionar os problemas do Pais!

Aplausos do PSD.

E foi neste enquadramento que tentei dizer que fazemos parte de uma geração que já tem uma concepção da política que leva a que nós exijamos da parte do Governo e dos órgãos de soberania o reconhecimento de que hoje há um espaço próprio para toda a juventude portuguesa. E, quando exigimos este espaço próprio, não estamos a fazê-lo para o PSD, mas para todas organizações políticas e não políticas que têm grandes dificuldades em fazer ouvir a sua voz no tecido social.

Vozes do PSD: - Muito bem!

O Orador: - O Sr. Deputado Laranjeira Vaz disse que gostaria que discutíssemos aqui algumas das linhas mestras do projecto político global para a juventude portuguesa. Como sabe, eu estaria à vontade para lhe responder durante horas a esta questão. Como o Sr. Deputado sabe, nós talvez sejamos a única organização política de juventude em Portugal que elaborou, precisamente, um projecto em que anuncia todas essas políticas. Mas o que eu penso é que não deveria vir a esta Câmara dar todos esses dados porque os Srs. Deputados são pessoas bem informadas e têm conhecimento da maior parte das questões que nós anunciamos e, se o fizesse em 10 minutos, não poderia apresentar o modelo global que nos interessa e que saiu do nosso congresso.
Mas, Sr. Deputado Laranjeira Vaz, terei imenso prazer em comunicar-lhe que até ao final deste ano apresentaremos ao Sr. Primeiro-Ministro aquilo que consideramos fundamental a ser implementado pelo Governo e aquilo de que vamos fazer depender a nossa actuação em termos de futuro.
Espero ter respondido a todos os Srs. Deputados. Caso não tenha, como ainda tenho tempo disponível, não me importarei de ceder algum do meu tempo.

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Paulo Areosa.

O Sr. Paulo Areosa (PCP): - Sr. Deputado Pedro Pinto, apenas 3 notas muito rápidas, a primeira das quais para lhe dizer que já o ouvi referir há meses atrás a questão dos prazos.

O Sr. Pedro Pinto (PSD): - A mim?

O Orador: - Sim, Sr. Deputado e por isso não colhe o argumento que utilizou.
Uma segunda nota, que é simultaneamente um novo pedido de esclarecimento, é no sentido de saber qual é o balanço global da política do actual Governo que faz a sua organização de juventude.
E a terceira nota, já que me devolveu uma pergunta no sentido de saber por que é que nós concordamos com a política que é anunciada pelo nosso partido no que diz respeito aos aspectos da juventude, devo dizer-lhe que, se calhar, Sr. Deputado Pedro Pinto, é porque o nosso partido respeita as opiniões das suas organizações de juventude, ao contrário do que sucede em outros.

Vozes do PCP: - Muito bem!

Risos do PSD e do CDS.

O Sr. Manuel Moreira (PSD): - Boa piada!

O Sr. Presidente: - Para um protesto, segundo penso, tem a palavra o Sr. Deputado Jorge Góes.

O Sr. Jorge Góes (CDS): - Sr. Deputado Pedro Pinto: Para mim era importante saber, para que ficasse aqui precisado, qual é o actual conteúdo ideológico da JSD. A esta questão o Sr. Deputado disse-me para eu percorrer o País e verificar quantos jovens sociais-democratas e centristas existiam. Eu sempre lhe diria, Sr. Deputado, que quanto mais percorro o País cada vez encontro mais jovens centristas e democratas cristãos e menos jovens sociais-democratas!

Aplausos do CDS. Risos do PSD.

Vozes do CDS: - Muito bem!

O Orador: - Mas, para além disso, a resposta do Sr. Deputado é a prova evidente do total vazio ideológico da Juventude Social-Democrata.

O Sr. José Gama (CDS): - Muito bem!

Vozes do PSD: - Não apoiado!