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6 DE MARÇO DE 1985

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foi por força de lei encerrada aquela instituição de ensino.

O impacte provocado por tal acto teve consequências traumatizantes, que atingiram a opinião pública, mas muito particularmente os mais directamente interessados, isto é, os alunos.

De pronto a Associação Académica da Escola promoveu um plenário, que teve início às 21 horas de 31 de Janeiro e que se prolongou pela noite dentro. Saliente-se que a reunião contou com a presença de centenas de alunos, não faltando professores qualificados que devotadamente se solidarizaram com o grave problema dos jovens e incondicionalmente se puseram ao seu lado. De realçar também a presença de muitos pais. A situação criada pelo encerramento da Escola e suspensão das aulas teve de imediato visíveis reflexos, que desde logo se previu com graves consequências.

Um projecto de futuro alimentado na mente de centenas de jovens — e até de adultos — ruía fragorosamente. Havia que de imediato tomar posições. Posições que visassem não contrariar a legislação em vigor, mas fundamentalmente defender os interesses dos discentes.

Do plenário acontecido obtiveram-se os seguintes resultados:

1) Eleição de uma comissão de alunos que coordene todas as actividades tendentes a ultrapassar as barreiras que se levantam, impedindo a prossecução da instalação das medicinas integradas em Portugal;

2) Promoção e criação de uma comissão de pais como forma de alargar o leque de apoiantes a esta luta agora iniciada;

3) Competirá a estas comissões, em colaboração com os alunos dos cursos, a elaboração de propostas de viabilização da Escola de Medicinas Alternativas, de Braga;

4) Foram aprovadas diversas formas de luta com o objectivo de sensibilizar a opinião pública para o problema que afecta o futuro de centenas de jovens que viram mais uma vez, coarctada a sua formação profissional, por culpa de todos menos dos principais atingidos.

Braga, 1 de Fevereiro de 1985.

ANEXO III Comunicado n.* 2/85

Estava prevista para hoje, sábado, uma concentração, a fim de demonstrar a nossa coesão e alertar a opinião pública para o problema que se nos depara.

Nos termos legais é impossível manifestarmo-nos publicamente, visto que era necessário apresentar um pedido formal 48 horas antes do acontecimento.

A nossa luta visa estabelecer uma legalidade absoluta em actos pouco esclarecidos. Seria contraditório e mesmo prejudicial não actuar em conformidade com a legislação em vigor.

Solicitamos a reabertura da Escola, pois encerrada não só atinge cerca de quatro centenas de alunos que a meio de um ano lectivo se encontram sem saída, mas também anula da mesma forma um projecto tão útil como indispensável à saúde pública. Opor-se a este

projecto é não só a oposição a uma ciência milenária, actualmente com bases científicas, como lutar contra o direito à vida, já que milhares de portugueses podem testemunhar a eficiência da medicina natural em casos que a medicina clássica nada pode fazer.

Fica pois este apelo à população em geral, que se solidarize não só com os estudantes da Escola de Medicinas Alternativas mas também com os doentes que neste momento necessitam urgentemente do avanço deste projecto, já que são numerosos aqueles que se encontram «desenganados» e que os médicos clássicos, por eles, já nada podem fazer.

O nosso próximo plenário realiza-se sexta-feira, 8 de Fevereiro de 1985, pelas 20 horas e 30 minutos.

Os alunos da Escola de Medicinas Alternativas necessitam da ajuda e solidarização de todos vós. Contacte connosco.

Comissão de Alunos da Escola de Medicinas Alternativas, 2 de Fevereiro de 1985.

ANEXO IV Comunicado n.* 3/85

Vimos aletar novamente a opinião pública para o grave problema em que se encontram centenas de alunos da Escola de Medicinas Alternativas, que foi recentemente encerrada.

Reafirmamos a nossa decisão de querer levar avante o projecto da instauração em Portugal das medicinas alternativas, pois achamos imperioso que tal aconteça rapidamente.

Para levarmos em frente o nosso espinhoso projecto, necessitamos da ajuda e da cooperação de todos, em particular daqueles de quem depende ajuizar sobre tal matéria. Entrámos já num caminho irreversível, pedindo por isso, em prol daqueles que necessitam de nós — os pacientes—, que nos apoiem sobre todas as formas.

Contamos já com o apoio de alguns professores totalmente credenciados, que nos apoiam e apoiarão a criar uma verdadeira e científica alternativa: a da saúde pela natureza.

Não queremos apoiar, com este projecto, quem não está habilitado, mas sim integrar no nosso sistema de ensino e de saúde (tão carenciados) um ramo de saber científico médico, ainda não explorado em Portugal, que se quer honesto e que possa dar às pessoas a possibilidade de escolha.

Muitos pacientes já contactaram connosco a apoiar--nos, querendo que este projecto prossiga para assim lhes poder ser acesa aquela que pode ser a última e derradeira luz da esperança.

Para aqueles que não acreditam em nós e nas nossas pretensões, também pedimos críticas construtivas, opções, emendas e enfim todas as «alternativas» que nos queiram dar.

Contacte connosco, ajude-nos, para nós no futuro podermos exercer uma medicina que se quer eficiente, para assim podermos contribuir para que Portugal se aproxime da Europa, ao invés das posições (oposições!) que normalmente toma e que o afasta para os tempos do [...] orgulhosamente sós [...]

Comissão da Assembleia de Estudantes da Escola de Medicinas Alternativas, 5 de Fevereiro de 1985.