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29 DE JUNHO DE 2019

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coisa reduzida e depois para dar poucos nomes, porque não interessava dar muitos nomes. Não fui eu

que fui ameaçado, houve quem tivesse sido. Julgo que assim respondo à pergunta da Sr.ª Deputada.»

Por outro lado, o Major Brazão afirma que no «Memorando» a encenação é clara, apesar de em resposta

ao Deputado Jorge Machado do PCP referir-se a uma «construção da realidade»:

«O Sr. Jorge Machado (PCP): — Foi informado de que havia um informador e uma investigação em

curso que funcionou paralelamente à da PJ?

O Sr. Maj. Vasco Brazão: — Sim, Sr. Deputado.

O Sr. Jorge Machado (PCP): — Foi informado de que houve uma encenação, utilizando aqui a

pergunta do Sr. Deputado Telmo Correia?

O Sr. Maj. Vasco Brazão: — Sim, houve ali uma construção da realidade, chame-lhe encenação ou o

que quiser.

(…)

A Sr.ª Joana Barata Lopes (PSD): — Segundo ponto: quando diz «não corresponde à verdade», mas

que era muito semelhante à verdade dos factos, gostava que ficasse claro que decorria,

independentemente de ser muito semelhante à verdade dos factos, cabalmente, a questão da

encenação. Ou seja, o Sr. Ministro, tendo conhecimento deste memorando, sabia que tinha decorrido

uma encenação, que configurava, aliás, uma ilegalidade, mas bom e que não se pronunciou

relativamente a isso. É que, quando diz que é muito semelhante à verdade dos factos, ainda abre aqui a

ideia de que também não lhe disseram exatamente que tinha havido uma encenação.

O Sr. Maj. Vasco Brazão: — Não, a encenação é clara. Mas o que é que o Sr. Ministro disse ao

Diretor-Geral, não sei… Ou posteriormente, quando lê o documento por completo, isso não sei. O que

sei é aquilo que o Diretor-Geral me disse. E disse-me: «Brazão, vamos aguardar».

Mais à frente no depoimento, e na sequência desta última consideração, o Major Brazão parece referir-se

ao dia em que foi ao Ministério da Defesa como próximo do dia apontado pelo Coronel Luís Vieira:

A Sr.ª Joana Barata Lopes (PSD): — Terceira questão…

O Sr. Maj. Vasco Brazão: — Isso foi-me depois comunicado, ao resto… É que, a partir desse

momento, não houve mais nenhuma diligência. A partir desse momento, não houve mais nenhuma

diligência da nossa parte, portanto vamos… O que houve foi uma reunião no DCIAP, a que foram o

Coronel Estalagem e o Major Pinto da Costa, em que o Coronel Estalagem sabia de tudo… Aliás, peço

desculpa, nesse dia não, isso foi a 18 de outubro, não tem nada que ver… Portanto, nesse dia, não

houve mais nada, o Diretor-Geral… Eu telefonei, por exemplo — não sei se foi nesse dia, mas julgo que

sim, porque não se vai ao gabinete do Ministro todos os dias — ao Major Pinto da Costa, de certeza

absoluta, a reportar este facto. Se foi nesse dia ou não, tenho quase a certeza de que foi nesse dia. Mas

a Polícia Judiciária facilmente saberá quando fomos ao Ministro, porque está nas escutas. Estávamos já

a ser escutados nessa altura, julgo eu.

No entanto, mais à frente, refere mais uma vez que o «memorando» versava sobre o facto de a PJM não

ter comunicado ao Ministério Público e o que de facto tinha acontecido:

O Sr. Maj. Vasco Brazão: — O memorando era sobre o facto de nós, a Polícia Judiciária Militar, não

ter comunicado ao Ministério Público, e publicamente, de facto, aquilo que aconteceu. Nunca houve

nenhum encobrimento. Aliás, posso dizer-lhe que nunca estive com o indivíduo, nem sei quem é… Aliás,