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79 | II Série GOPOE - Número: 006 | 15 de Novembro de 2007

ções que representam os agricultores, e entendemos que estas funções têm de ser executadas. Se for ver, encontra uma sçrie de rubricas» Sr. Deputado, posso garantir — e virei aqui sempre que o entender mostrar-lhe — que isto não é nenhum «saco azul» para os meus serviços andarem a requisitar serviços fora do Ministério. Isto acabou.

O Sr. Abel Baptista (CDS-PP): — Vamos ver!

O Sr. Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas: — Isto acabou! Excepcionalmente, como pode verificar em relação ao sistema de informática, não tenho, nem é necessário ter no Ministério da Agricultura, capacidade para criar o novo sistema de informação. Não tenho! Não é possível fazê-lo no Ministério da Agricultura, porque é para criar uma vez e, depois, eu ficava com os milhões de euros gastos. Portanto, aqui, sim, está a verba bem identificada e é fundamental dar transparência à aplicação dos dinheiros públicos.
Sr. Presidente, visto o Sr. Deputado Agostinho Lopes já se encontrar presente e se mo permitir, passo a responder a duas questões colocadas pelo Sr. Deputado e que há pouco eu não respondi.
O Sr. Deputado quer saber para que regiões vai o dinheiro. Como sabe, no que se refere aos subsídios, publicámos uma lista que vai ser republicada, e agora, na Presidência portuguesa, foi aprovada para todos os Estados-membros a obrigatoriedade de publicar a lista dos subsídios — maior transparência. E, como já referi, há, no quadro do novo PRODER, o princípio da coesão territorial.
Portanto, graças ao novo sistema de informação, que será implementado para o ano, iremos publicar as listas dos projectos aprovados por todas as regiões, e esta é, no quadro da descentralização, uma das responsabilidades acrescidas e, simultaneamente, um desafio para encontrarem os bons projectos que preencham os tais critérios prioritários na noção de fileira, que criem emprego e riqueza na sua região. E é evidente que, no fim do ano, haverá uma arbitragem para que o dinheiro não fique todo concentrado onde há mais inteligência, onde os agricultores são empresários e, por este facto, mais facilmente têm capitais próprios para investir e verem os seus projectos aprovados.
Relativamente aos espanhóis e aos seus investimentos no Alentejo, gostava de dizer ao Sr. Deputado Agostinho Lopes que evoquei duas coisas, não evoquei só a que referiu.
Por um lado, o investimento estrangeiro no País — não estou a falar do investimento espanhol mas, sim, do investimento estrangeiro — é bom porque há transmissão de conhecimentos. Este investimento é bom na indústria, nos serviços e na agricultura.
Por outro lado, eu também disse que, relativamente a uma visita que fiz ao Baleizão, mais propriamente à Herdade Paço do Conde, fiquei muito orgulhoso, Sr. Deputado Agostinho Lopes. Sabe porquê? Porque, nessa manhã, eu tinha visitado um olival de um empresário espanhol e, à tarde, quando visitei aquela herdade no Baleizão, que é de um empresário português, verifiquei que o olival do empresário português tinha uma maior produtividade do que o do espanhol. Não é que eu queira estabelecer comparações, mas o olival do empresário português tinha sido plantado um ano antes. Ou seja, não é apenas o investimento estrangeiro que está a mudar o Alentejo, é também o investimento português.
Evoquei o exemplo espanhol para dizer que, infelizmente, a imprensa portuguesa prefere evocar os bons exemplos de investimento estrangeiro e não os de investimento português. Além do mais, no Alentejo, era olival, vinha e cereais, e foi com orgulho que vi isto no Baleizão, a convite do proprietário desta Herdade Paço do Conde, que, além do mais, produz um excelente vinho.
Eram estas as clarificações que queria dar ao Sr. Deputado Agostinho Lopes.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra, para a última pergunta da primeira ronda, a Sr.ª Deputada Alda Macedo.

A Sr.ª Alda Macedo (BE): — Sr. Presidente, Sr. Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, ao fim de todas estas perguntas que lhe foram sendo feitas, percebemos finalmente como é que a questão da mobilidade e da reestruturação do seu Ministério está não a resolver um problema mas a criar um problema novo.